Central Pública vai à justiça para retirar propaganda de Temer sobre Previdência

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Por aspal dezembro 2, 2017 11:20

Central Pública vai à justiça para retirar propaganda de Temer sobre Previdência

A ASPAL tem a honra fazer parte do mesmo processo.

A Pública Central do Servidor, no qual o Sindipúblicos é um dos filiados, em defesa aos trabalhadores brasileiros, protocolou uma ação judicial contra a União com o intuito de retirar do ar a propaganda do governo Temer que culpa os servidores públicos como os responsáveis pelo ‘rombo’ da Previdência.

A referida propaganda aponta para a necessidade de “cortar privilégios” de quem “trabalha pouco, ganha muito e aposenta cedo”. O que é uma grande mentira visto que em sua maioria os servidores estão com salários defasados, muitos estados e municípios atrasando os pagamentos, além de estarem sem receber o direito da revisão de seus salários conforme os índices inflacionários.

A propaganda, com um minuto de duração, foi ao ar na última sexta-feira (17) e ataca o que o governo chama de “privilégios” dos servidores públicos e afirma que “tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”. Segundo informações da Folha, foram gasto em torno de R$20 milhões para defender a reforma da Previdência na televisão.

Conforme divulgado pela Folha de S.Paulo, o custo total da campanha ainda teria sido calculado, mas fontes do governo estimam as despesas em R$ 20 milhões com o vídeo e a compra de espaço publicitário na TV em horário nobre nos intervalos de novelas e telejornais.

Além de pedir a suspensão imediata da propaganda, a Pública irá entrar com uma ação requerendo danos morais coletivos em defesa dos servidores públicos que tiveram sua dignidade e atuação questionada e julgada pelo governo Temer, colocando toda a sociedade contra os milhares de profissionais que estão nos mais diversos órgãos prestando serviço à população diariamente mesmo com tamanha falta de valorização por parte dos governos.

Diferente do que é propagado pelo governo, os privilegiados são uma parcela dos cargos comissionados oriundos do loteamento feito pelos partidos em troca de votos favoráveis aos governos que ocupam chefias e direções de órgãos, recebendo altos salários, dentre outros benefícios e gratificações, como motoristas e veículos à sua disposição na maioria dos casos.

Os servidores precisam ir para as ruas e redes sociais para mostrar à sociedade a mentira do governo Temer e demais políticos que o apoiam, demonstrando a falta de valorização da categoria. O Sindipúblicos e a Pública continuarão em alerta em defesa do funcionalismo público.

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Por aspal dezembro 2, 2017 11:20
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